Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO
Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou um ator, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.
Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.
Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.
Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.
Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.
Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinado com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.
Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.
Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy: FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI !!
... nem fazer de conta eu consigo.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Sonhos morrem?
Tic-tac, vai e vem
Passa hora, o que é que tem?
Perco o sono, mas tudo bem
o que sera que assim me mantém?
Tarde da noite, pensando sozinho
Caio sempre, no velho vazio
Seguindo em frente, o mesmo caminho
Deve ser isso, coisa do destino
Um dia quem sabe, descanso terei
direi que o que busco enfim encontrei
Até esse dia sorrindo estarei
Mesmo sabendo que não mais te verei
A vida e isso, é mais ou menos assim
Confia em ti mesmo, por que lá no fim
Por mais que me importe, com os outros enfim
Só feridas e magoas, é o que trouxeram pra mim
Passa hora, o que é que tem?
Perco o sono, mas tudo bem
o que sera que assim me mantém?
Tarde da noite, pensando sozinho
Caio sempre, no velho vazio
Seguindo em frente, o mesmo caminho
Deve ser isso, coisa do destino
Um dia quem sabe, descanso terei
direi que o que busco enfim encontrei
Até esse dia sorrindo estarei
Mesmo sabendo que não mais te verei
A vida e isso, é mais ou menos assim
Confia em ti mesmo, por que lá no fim
Por mais que me importe, com os outros enfim
Só feridas e magoas, é o que trouxeram pra mim
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Broken Angel
Eu tenho saudades
do tempo em que acreditava
das palavras que dizia
dos textos qeu escrevia...
Lembro como se ainda
estivessse aqui junto
agarrado em memórias tolas
que levadas foram como folhas
E ainda tento esquecer
só do que, não tenho certeza
era algo importante?
ou você fez insignificante...?
Sigo com a sensação
e sobrevivo cada dia
"a vida é mesmo assim"
não basta nunca o melhor de mim
Lembro as vezes do que passou
parece ser de outra vida
mas mesmo ali não era eu
e só por isso que doeu
resta a dor amena
queimando em fogo brando
gerado por estar com saudade
e o erro foi sinceridade
e o anjo depedaçado
se debate tentando voar
mas sem asas não se ergue
sem forças nada consegue
e essa memórias que vem e vão...
um dia deseparecerão...
junto com você...
que sei, nao irei esquecer...
pela dor que me causou...
Mas tudo que vai volta...
...
do tempo em que acreditava
das palavras que dizia
dos textos qeu escrevia...
Lembro como se ainda
estivessse aqui junto
agarrado em memórias tolas
que levadas foram como folhas
E ainda tento esquecer
só do que, não tenho certeza
era algo importante?
ou você fez insignificante...?
Sigo com a sensação
e sobrevivo cada dia
"a vida é mesmo assim"
não basta nunca o melhor de mim
Lembro as vezes do que passou
parece ser de outra vida
mas mesmo ali não era eu
e só por isso que doeu
resta a dor amena
queimando em fogo brando
gerado por estar com saudade
e o erro foi sinceridade
e o anjo depedaçado
se debate tentando voar
mas sem asas não se ergue
sem forças nada consegue
e essa memórias que vem e vão...
um dia deseparecerão...
junto com você...
que sei, nao irei esquecer...
pela dor que me causou...
Mas tudo que vai volta...
...
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Vai passar...
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim – nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …
- Caio F. Abreu
segunda-feira, 6 de junho de 2011
10 coisas que eu odeio sobre você
Eu odeio a maneira que você fala comigo
E o tipo de corte do seu cabelo
Eu odeio a maneira que você dirige meu carro
Eu odeio-o quando você olha fixamente
Eu odeio suas grande e tolas botas de cowboy
E a maneira como consegue ler meu pensamento
Eu odeio-o assim muito que me faz doente
E até me dá vontade de sair correndo
Eu odeio a maneira como você está sempre certo
Eu odeio quando você mente
Eu odeio quando você me faz rir
Ainda mais quando você me faz chorar
Eu odeio quando você não está ao redor
E o fato de você não ter me ligado
Mas mais que tudo eu odeio como eu não consigo te odiar
Nem um pouco
Nem por um segundo
Nem mesmo só por te odiar.
E o tipo de corte do seu cabelo
Eu odeio a maneira que você dirige meu carro
Eu odeio-o quando você olha fixamente
Eu odeio suas grande e tolas botas de cowboy
E a maneira como consegue ler meu pensamento
Eu odeio-o assim muito que me faz doente
E até me dá vontade de sair correndo
Eu odeio a maneira como você está sempre certo
Eu odeio quando você mente
Eu odeio quando você me faz rir
Ainda mais quando você me faz chorar
Eu odeio quando você não está ao redor
E o fato de você não ter me ligado
Mas mais que tudo eu odeio como eu não consigo te odiar
Nem um pouco
Nem por um segundo
Nem mesmo só por te odiar.
Fonte: Filme "10 coisas que eu odeio em você
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Pedra Philos
A pedra mais brilhante
que estive sempre a guardar
esta com cheiro de poeira
por nao poder usar
Não a pedra filosofal
talvez uma de menos valor
é a pedra que sangra
e as vezes parece que sente dor
Uma pedra esqucida
ou talvez, deixada de lado
quem hoje em dia pensaria
em ser enamorado
As coisas são mais simples
agradecemos a evolução
que diminuiu a nada
a base da civilização
que destruiu um diamante
antes chamado coração
que estive sempre a guardar
esta com cheiro de poeira
por nao poder usar
Não a pedra filosofal
talvez uma de menos valor
é a pedra que sangra
e as vezes parece que sente dor
Uma pedra esqucida
ou talvez, deixada de lado
quem hoje em dia pensaria
em ser enamorado
As coisas são mais simples
agradecemos a evolução
que diminuiu a nada
a base da civilização
que destruiu um diamante
antes chamado coração
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Just one more time...
Se a inspiração for embora,
me importa é que você fique
sem medo, sem truque
diga que comigo permanecerá
Se as pessoas não entendem
não me importa nem que saibam
as impressões que importam
são aquelas que nos unem
Sem dor, não há vitória
e ficar sem você
é me tirar o melhor doce
me condenar a uma vida inglória
E essas palavras que vou dizendo
que só pra ti escrevi
são a melhor maneira que vi
de tentar explicar, o que ando sentindo...
me importa é que você fique
sem medo, sem truque
diga que comigo permanecerá
Se as pessoas não entendem
não me importa nem que saibam
as impressões que importam
são aquelas que nos unem
Sem dor, não há vitória
e ficar sem você
é me tirar o melhor doce
me condenar a uma vida inglória
E essas palavras que vou dizendo
que só pra ti escrevi
são a melhor maneira que vi
de tentar explicar, o que ando sentindo...
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